terça-feira, 6 de abril de 2010

Calouros Indígenas na UFMG

Nem bem refeitos da alegria de terem passado no 1º vestibular para indígenas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), realizado em março deste ano, 12 calouros (4 mulheres e 8 homens) de etnias como Xacriabá e Tupinikim precisam se adaptar à realidade da convivência com os outros alunos na sala de aula, a exigência do curso escolhido e a distância que os separa da tribo.

Parabéns a todos os calouros por essa nova etapa!!!

"De acordo com a coordenadora do programa, a UFMG firmou convênio entre a universidade e a Funai (Fundação Nacional do Índio), que inicialmente vai bancar bolsa mensal de R$ 300 a cada um dos 12 índios, durante três anos. "Juridicamente, a Funai não pode fazer convênio com duração superior a 36 meses. Mas as bolsas vão ser renovadas com certeza", frisou a antropóloga. O órgão também vai arcar com as passagens de ida e volta dos estudantes, em períodos de férias, a suas aldeias.

Ainda conforme ela, outro convênio, desta feita com a Secad (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade) do MEC (Ministério da Educação), vai proporcionar o pagamento de aluguel de imóvel para acomodar os estudantes indígenas e o custo do material didático a cada semestre. O transporte diário para a frequência nos curso será fornecido pela UFMG.

Na universidade já existe curso de licenciatura (especial) para formação de professores indígenas (ficam aptos a lecionar para níveis fundamental e médio nas próprias tribos). No entanto, as aulas são ministradas em módulos e eles passam períodos de, no máximo, cinco semanas na universidade, a cada semestre. O restante do curso é dado na aldeia de origem."

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