
- A Izabela é uma gracinha, se comporta muito bem!
- O João, ai prefiro nem comentar, dá um trabalho em sala de aula...
- O Miguel é o mais criativo entre todos da turma, já a Raquel a mais inteligente.
Quem nunca ouviu frases como essas sendo ditas por alguns educadores se referindo aos seus alunos?
Pois é... nesse momento estamos presenciando um julgamento de valor que muitas vezes pode nos parecer inofensivo, mas não é!
Na escola, no entanto, essa prática é mais grave porque os alvos são seres em desenvolvimento e dão mais valor a julgamentos. "Somos suscetíveis ao olhar do outro e vamos formando nossa identidade em meio à interação social. O que penso de mim é influenciado pelo parecer das pessoas", argumenta Sonia Losito, doutora em Psicologia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Se, ao ser educada, uma criança recebe reflexos negativos, terá uma forte tendência a se pensar como alguém menos valioso."
O convívio em sala de aula pode ficar desequilibrado dependendo das atitudes dos professores. "Quando você critica publicamente um aluno e entrega de bandeja para a turma apelidos prontos, essa criança pode ficar estigmatizada e ser rejeitada", comenta Sonia Losito.
Além de gerar um desequilíbrio, esse tipo de julgamento de valores pode gerar outras atitudes como o BULLYING.
Por isso educadores, vamos todos Educar sem rótulos!
Procurando sempre a eqüidade na diversidade...
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